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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

FAÇAM ALGUMA COISA!!!


  No dia 27 de Agosto de 1997, sábado às 16:30hs, no Zoológico de Brasília uma pequena multidão se acotovelava em torno do viveiro das ariranhas. Entre desnorteados, aterrorizados e passivos, os visitantes gritavam de desespero:

“FAÇAM ALGUMA COISA, pelo amor de Deus!” imploravam uns. “FAÇAM ALGUMA COISA, tem uma pessoa morrendo”, bradavam outros.
 

  Aos seus olhos, se desenrolava um espetáculo macabro: seis ariranhas atacavam com mordidas certeiras, o menino Adilson Florêncio da Costa, de 13 anos, que, por imprudência, acabara de cair no fosso cheio de água onde elas são confinadas.

   Limitavam-se todos a gritar, até que um dos curiosos tomou a iniciativa de correr até a sede do Zoológico a 500 metros, em busca de socorro. Nesse instante, atraído pelos gritos que se confundiam com os ruídos esganiçados das ariranhas, o sargento do exército Sílvio Delmar Holenbach, 33 anos, que passeava com a mulher e os filhos no Zoológico de Brasília. Estava de saída quando ouviu os pedidos de socorro do garoto que acabara de cair no viveiro das ariranhas. Correu para o local, mesmo com os gritos de “Não vai! Não vai!” da mulher. Pulou no poço, salvou o menino, mas morreu três dias depois em decorrência de uma infecção generalizada causada pelas mordidas dos animais.

O episódio, que emocionou Brasilia foi divulgado por todos os jornais da época em todo o país. É difícil dizer neste caso, se o mais impressionante foi a bravura heróica do sargento ou o comportamento passivo dos circunstantes.

“As pessoas estavam em completo histerismo”, contou mais tarde o maranhense Joel da Matta Oliveira, de 40 anos.

   “Hoje, eu me deparei com esta matéria e o Senhor me chamou a atenção para algo parecido, que está ocorrendo no meio do povo de Deus. Também acabei de ler a matéria da Folha de São Paulo: “Vou abrir minha igreja e já volto”.

Nós estamos agindo exatamente igual aos circunstantes do zoológico! 


  Ficamos escandalizados com o rumo que a Igreja do Senhor está tomando, mas não fazemos nada para mudar está situação! Ficamos esperando que alguém FAÇA ALGUMA COISA, mas nós mesmos não fazemos nada. Estamos passivos! Aguardando que algum sargento Sílvio Delmar Holenbach, faça por nós. Aliás, grande exemplo, ele nos dá: Quando viu que algo deveria ser feito naquela situação, não parou para pensar no que ele poderia perder com aquela atitude. Ele deixou esposa, filhos, compromissos e sua própria vida, para fazer o que julgava certo naquele momento.

   Será que estamos dispostos a arriscar um cargo na igreja, um ministério ou até mesmo a admiração de muitos, para fazermos o que o Senhor quer que façamos na Sua obra. Será que temos agradado a Deus, ou estamos preocupados com a opinião do homem?

   Faço minhas as palavras do jornalista ao qual admiro por sua coragem de dizer o que muitos não ousam dizer, Lourenço Diaféria “E este é o nosso grande remorso: o de fazer as coisas urgentes e inadiáveis -tarde demais."

   Se todas aquelas pessoas que estavam histéricas com o ocorrido, mas sem tomar nenhuma atitude, tivessem juntas pulado até aquelas ariranhas com certeza as teriam dominado e salvado o garoto. Mas não, elas esperaram que alguém fizesse um gesto de solidariedade em seu lugar. Afinal, é mais cômodo assim, não é mesmo?

   Perguntei ao Senhor, "mas o que eu posso fazer para mudar isso?" e Ele me respondeu:[red]"comece com suas atitudes, pregue o Evangelho e se necessário, use as palavras."
                                Miss. Marinice Alves


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