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domingo, 23 de março de 2014

"IRAI-VOS, MAS NÃO PEQUEIS."


NÃO TEMOS DOMÍNIO SOBRE NOSSOS SENTIMENTOS, MAS TEMOS SOBRE NOSSOS ATOS.

Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira. Efésios 4:26

O Senhor em Sua infinita misericórdia entende nossas fraquezas, que estamos sujeitos a sentimentos tanto de amor, por pessoas indevidas, quanto de ódio.




 
Irar mas não pecar, como é isso?
A ira é um sentimento que independe da nossa vontade, vem e pronto. Não é pecado ficar irado, mas a ação danosa que se segue à ira, e que passa pela consciência, pelo entendimento, deve ser evitado.


 Leia este texto de
Martha Miguel e entenderá melhor.
 Neste mundo onde a agressividade tomou conta das ruas, das escolas e das casas, as famílias não se entendem, pai agride filho, filho agride pai, os idosos são maltratados, as crianças molestadas, e há mortes todos os dias por balas perdidas; as guerras não têm fim, entre as nações e nas nossas vidas. É um mundo rodeado de injustiças, o que tem tornado os homens cada vez mais agressivos, e os danos pessoais, familiares e sociais são, muitas vezes, irreversíveis.
O que dizer de tudo isso, onde a humanidade se perdeu? Como estancar este descontrole?
No nosso Grupo, temos colocado em discussão todo conhecimento que propicie usar a Inteligência Emocional positivamente, evitando conseqüências danosas.
A ciência tem comprovado que, quem souber administrar bem suas emoções, levar inteligência a elas, e ter domínio próprio, terá um diferencial em todas as áreas de sua vida: no relacionamento amoroso, no trabalho, na vida social, ministerial e familiar. Ainda, fará um bem à sua saúde, evitando muitas doenças, e criando possibilidades para ter longevidade e qualidade de vida.
Um dos sentimentos que, mal conduzido, pode colocar tudo isso em risco é a IRA.

A ira (cólera)
“é um impulso momentâneo, limitado em si mesmo, a que todos nós, em maior ou menor grau, estamos sujeitos.”
Seria ideal se não precisássemos experimentá-la, porém, uma vez irados, necessário se faz dar vazão, e é exatamente na forma de extravasar a ira que nos diferenciamos uns dos outros. Há quem aconselhe sapatear, esmurrar uma almofada ou colchão, ou gritar... resolve?

Outros são da opinião que, “Se eu entrar em ação, a emoção se consome no próprio ato.” É visível esta afirmação quando pessoas iradas agridem a outras, e instantaneamente se aquietam como se nada houvesse acontecido.
É verdadeira a necessidade de se liberar as emoções, dizer o que está sentindo, não reprimir a ira, que certamente se transformará em raiva (ódio), ou ressentimento.
O segredo está em como entrar em ação num momento de ira, sem praticar insanidades!

FUNDAMENTOS BÍBLICOS

Irar mas não pecar, como é isso?
A ira é um sentimento que independe da nossa vontade, vem e pronto.
O pecado, ação danosa que se segue à ira, passa pela consciência, pelo entendimento, e deve ser evitado.

PV. 14:17 diz: “O que facilmente se ira faz doidices, e o homem de maus desígnios é odiado.”Quem tem prazer em estar ao lado de pessoas que têm “pavio curto”? É muito desagradável, são pessoas que se expõem e acabam expondo os outros ao seu redor!
Por outro lado, existem as que carregam por toda uma vida, em silêncio, rancor por outra pessoa, por situações que esta outra nem tem conhecimento de que existiu.
A ira contida gera a raiva (o ódio). Quando não damos vazão a esse sentimento, ficamos a todo instante revivendo-o, e ele se converte em ressentimento.
A Palavra diz “...não se ponha o sol sobre vossa ira...”. O Apóstolo Paulo nos alerta a não guardar o sentimento ruim, não carregar para o outro dia, não deixar que o nosso coração acolha ressentimentos.
Ecl. 7:9 diz “Não te apresses no teu espírito a irar-te, pois a ira abriga-se no seio dos tolos.”A raiva (o ódio), é um sentimento potencialmente destrutivo, para aqueles que o sentem, fazendo-os prisioneiros por toda a vida, “remoendo” o objeto da raiva. Poderíamos nomear esse sentimento, de “falta de perdão”.
Ter domínio próprio não é “engolir o choro”, “passar batido”, “fazer como se não visse”. É ter controle das emoções para agir e reagir adequadamente sem precipitações, utilizando o bom senso.

A Bíblia nos diz em Gálatas 5:17 “...a carne deseja o que é contrário ao Espírito, e o Espírito o que é contrario a carne.”
A ira é um sentimento imaturo e primário, que tem como objetivo a satisfação imediata de sua inquietação.
Porém, quando temos a nossa mente renovada pela Palavra de Deus, a ira pode ser domada e extravasada de forma construtiva.
Gálatas 5:22 “.....Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio.”Nós somos seres agraciados com a inteligência, temos a capacidade de nos expressar por palavras, instrumento de grande valor para a comunicação entre os homens. Porém, desde cedo somos ensinados que confessar, aos outros, o que realmente sentimos, é sinal de fraqueza, principalmente se for algo que nos inferioriza, ou se implicar num pedido de perdão, algo tão difícil para se fazer.

Já discutimos aqui sobre de que maneira as emoções vêm, e vão, independente da nossa vontade e por isso, contê-las, não deixar que a fala expresse esses sentimentos, nos faz procurar outra saída, nem sempre a melhor. De acordo com os cientistas, as emoções “falam” com a “linguagem dos órgãos”, ou seja, o adoecimento de um determinado órgão pode ser a forma inconsciente de o indivíduo mostrar seu sofrimento (doenças psicossomáticas, doenças da alma).

Atualmente já se tem comprovado o quanto as emoções podem afetar o organismo do homem, trazendo muitas enfermidades.
Em PV. 28:13 diz: “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia”.
Tiago 5:16 “Portanto, confessai os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz.”


Você precisa refletir como anda o seu domínio próprio, e como a Palavra de Deus pode lhe orientar nas situações de ira, evitando a gritaria, a violência verbal ou física, o abismo entre você e os seus amados, o prejuízo à saúde e às outras áreas da sua vida.
Salmo 37:8 – “ Deixa a ira, abandona o furor; não te impacientes; certamente, isso acabará mal.”

Uma prática de resultados excelentes é o “desabafo”, que consiste em não estar só, dividindo com pessoas de confiança, em condições de ajudar, a sua impotência para lidar com estes sentimentos, e deixar-se transformar, mudando o seu comportamento.
Confessar o que sentimos uns aos outros, é remédio para o corpo e para a alma. Compartilhar a tristeza, expor a dor, é como se dividisse, aliviasse as perdas, as angústias.

Nunca guarde sentimentos que te incomodam, busque uma forma adequada para se livrar deles, esse peso você não precisa carregar!                (Martha Miguel)








                                Na paz,



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