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sábado, 10 de maio de 2014

MAMÃE QUERIDA???





- Mãe, vem ver o que está acontecendo com meu  hamsterfalou o menino desesperado tirando o hamster  da gaiola.
- Esse bichinho vai morrer e é por sua culpa! Você é teimoso demais. Vai se dar mal na vida. falou a mãe enquanto observava pela janela o outro filho que brincava na rua Sai da rua, troço, passa pra dentro!
O menino, tentando salvar seu bichinho de estimação, insistia:
- Mãe, ajuda aqui, por favor...!
- “Larga logo esse troço e vai pra iscola!” – tomando o animal do menino e jogando-o no lixo.

- Mãe! Não faz isso com o Tito....
- Cala a boca senão vou bater nela!
-Eu nunca devia ter nascido... – disse o menino em soluços enquanto pegava seu material escolar.
 
- Ah, você não devia ter nascido, é? Mas agora é tarde, a besteira já foi feita. Você tem que pastar bastante pra aprender. Só faz o que não presta, falei pra não pegar esse bicho que não ia dar certo.
 
Em seguida o garoto de seus doze, treze anos, sai de casa para ir à escola: mão nos bolsos, mochila nas costas, ar indeciso e passos lentos... Volta-se para cima ao ouvir a mãe gritar mais uma vez, agora da janela do sobrado humilde em que moravam:

- Toma! – a mãe joga duas canetas da sacada na direção do garoto – e vê se vai com a cabeça pra “iscola” presta atenção na lição, e anda logo que já tá atrasado, “disgrama”! Se não entrar na “iscola” você vai ver o que é bom pra “tossi”! em seguida ela se volta para dentro e continua gritando com os outros filhos em idade pré-escolar


Ao chegar a escola o garoto percebeu uma certa euforia: Estavam as vésperas do Dia das Mães, e na lousa havia uma nota: FAÇA UMA REDAÇÃO SOBRE AS MÃES. Obs. Inclua as palavras mais doces que sua mãe já lhe falou. (DICA:Mãe é amor, afeto, carinho, bondade, ternura...)

- “Fessôra”! falou o garoto meio confusotem que escrever sobre as mães em geral, ou sobre minha própria mãe?
- É para descrever sua mãe, Ricardo.
- Mas tem de usar estas palavras da lousa?
- Certamente.
– respondeu a professora, dando sinais de impaciência.
- Ah, “fessôra”, então não vai dar não!
                                                     
                                By Marinice Alves